O que há por aqui?

Histórias e Poemas para quem cansou de ler coisas normais, abordando assuntos nada usuais e também alguns comuns ocasionais. Amor, tristeza, amizade, sofrimento, histórias de ninar e suspense!

quarta-feira, 22 de maio de 2013

Simplicidades Poéticas

Da Boa Tarde

Despertei confessando ao sol
Antes que o vento espalhasse a verdade
Mas enquanto ainda estou só
Desejo-te apenas uma boa tarde

___________________________________

Da Simples Poesia

Para essas poesias simples nascerem
Apenas um sorriso lindo da menina
Para os novos versos florescerem
Abraços e beijos faltam ainda

___________________________________

Do Convite

Eu ainda não sei
Deixa ser como será
Vamos nos encontrar
Aí então traçarei
Nova rapsódia de amar
Sob a luz do teu olhar

___________________________________

Do Novo Convite

Mas é tão bom se apaixonar
Simples como o alvo luar
Que brilha e conta aos amantes
Canções de corações distantes

____________________________________

Da Insistência

Já estou em seu coração
Não adianta negar
Estou em seu pensamento
Basta olhar
E é um contentamento
Se apaixonar
Nas asas da poesia
O mundo vamos juntos
Amar!

_____________________________________

Da Confusão

Ah, menina... me encanto só de imaginar você confusa
Ah, menina... me agrada que sua confusão seja eu
Ah, menina... que já deixa minha mente toda turva
Ah, menina... que já quero chamar de amor meu

______________________________________

Do Conformismo

...e a noite canta a canção dos desavisados
Peço perdão pelo meu vil atrevimento
Todas as cores, letras, refrões desdobrados
Que não serviram ao seu encantamento...

_______________________________________

Jack L. Carroll!

segunda-feira, 6 de maio de 2013

A Chuva Da Depressão

Cinzento céu, depressão interior
Afoga os planos, meu desamor
Interrompe passos ao campo aberto
Enclausura-me no frio Imerso

Como a chuva, tempestade sazonal
Solidão que nublada, denso temporal
Que escurece a mente do vil Animal

Animal jogado no canto do Consciente
Não é simples, pois o simples mente
E simplesmente se afoga em aflições
Que a chuva rega de atribulações

E quando o animal ensopando e perdido
Sob o frio, a vida está para entregar
Surge o Sol, queima, a vida a iluminar

Jack L. Carroll

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Árvore do Matrimônio




Choveu e você não veio
Minhas folhas verdes contemplar
Não compreendo o humano receio
De com nova vida se molhar

Choveu e você não veio
E muitas horas seu amor esperou
De baixo de meus vastos galhos
Como tais, tortas linhas traçou

Choveu e você não veio
Amarrada, enraizada de outro alguém
Que a deixa à míngua, ninguém

Choveu e você não veio
Mas o vento por você nos acariciou
E seu amor, como o seu, fortes chuvas chorou

Jack L. Carroll
______________________________________________

domingo, 7 de abril de 2013

Das Pessoas Comuns


...e alguém já parou para pensar no vendedor de algodão doce?
que por mais pobre e feio que fosse
andava todas as ruas do seu bairro
festejando a cada mísero centavo
o pão com café que iria à mesa
ou talvez, pior, a tristeza
o chão frio, da vida o escárnio

Não! Nós só nos preocupávamos em dizer:
"Mãe, xô comprar algodão doce?"

quarta-feira, 20 de março de 2013

Soneto Da Culpa


Como água cristal que escorre pelo corpo
Lava a pele, a superfície do rosto
Esses paliativos apenas buscam enganar
Distraem-me, traem-me, não servem para apagar

E sem pouca ou qualquer escusa
Pois em mim arde a enervante culpa
Da causa, da razão que causou a dor
A escolha infeliz que fiz, que me dilacerou

Não volta, não retorna, o tempo é uma reta
A cada passo, a cada peça, do coração, que resta
Pulsa fraco, fingindo força que não tem

Superar, caminhar, é como dizia um velho cantor
Expulsar pensamentos é como tentar esvaziar
Apenas com as duas mãos toda a água do mar

Jack L. Carroll

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

O Inútil Anestésico da Razão


Agora caminho pelas veredas da razão
Sabendo que o vazio que sinto em meu coração
Nada mais é que do falta do que fazer
Pois apenas bombear sangue não parece satisfazer

E saber o que falta suficiente não é
Por mais que eu me distraia como der
E que completa a vida pareça ser
Sem forte emoção não consigo me mover

E posso fazer de conta que completo estou
E que do drama adolescente nada restou
Mas mentiroso seria, mentiroso sou

Não obstante toda esta sinceridade
De mãos atadas permaneço a pensar
Até Deus resolver a hora de me apaixonar

Jack L. Carroll