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Histórias e Poemas para quem cansou de ler coisas normais, abordando assuntos nada usuais e também alguns comuns ocasionais. Amor, tristeza, amizade, sofrimento, histórias de ninar e suspense!

sábado, 19 de fevereiro de 2011

Beliza




A espada corta a cabeça
Escorre o sangue, jorra pelo chão
Horror que faz com que cresça
Beliza, minha dama de algodão

Vestido branco manchado
Escarlate como morango que se rasga
Verde dos olhos vidrados
Alva como o rosto que se apaga

Ígneo crepúsculo é o cenário
Campos onde outrora deitamos
Batidas de um coração já falho
Fim do mundo que amamos

Beliza asas negras agora tem
Tal qual a antiga fada Ariana
O corpo desintegrou-se para além
A alma de pura magia inflama

E retorna em busca de seu algoz
Não sei onde me escondo
E busca-me com ódio atroz
Caça-me pelo crime hediondo

Não sabe que fiz por amor
Se souber, Beliza ignora
Visando libertá-la da dor
E olho para ela, e ela chora

No fim Beliza voará
Retornando ao reino feérico
E como rastro ao vento deixará
Seu grito, terrível e histérico

5 comentários:

  1. Muito interessante a escrita e o sentido por trás da escrita literal. O matar por amor, no caso do texto, ou o cometer algum ato aparentemente punitivo visando apenas um bem que poderá ser notado somente a longo prazo, são coisas muito comuns de serem vistas na literatura e na vida real.
    Mas aí me passou uma questão... dependendo do modo de visão do "algoz", esse "bem" ou "coisa melhor" que é definido por ele é pensando no melhor para o outro ou para ele mesmo? Até que ponto podemos definir o que é melhor para os outros e intervir em suas atitudes. Será mesmo que o que eu considero como melhor para mim, é o melhor para os outros que me cercam? Em algumas situações, não consegui ainda encontrar uma resposta definitiva...

    Parabéns pela escrita e oportunidade de reflexão..
    Um beijo ♥

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  2. Perfeito *-*
    Sanguinario e maldito do jeito que eu gosto <3

    Kisus ;**

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