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Histórias e Poemas para quem cansou de ler coisas normais, abordando assuntos nada usuais e também alguns comuns ocasionais. Amor, tristeza, amizade, sofrimento, histórias de ninar e suspense!

quinta-feira, 25 de março de 2010

O Signo Vermelho - Parte 03

O Gigante Careca

Então, eu estava lá. Tínhamos procurado durante horas, por entre os resto da construção queimada, mas não havia sobreviventes. Nossa roupa estava suja de cinza, nossos calçados estavam chamuscados. Sabia que isso era uma das únicas coisas que poderia ter matado meu bem letrado amigo, e realmente não havia chances de Héctor ter escapado dali com vida.
A questão crucial, e certamente o mesmo se passava na cabeça de meu companheiro X-Hunter, era o que teria causado a explosão. Óbvio que eu sentiria se algo mágico estivesse dentro da taverna com intenções ruins que fossem, pensando assim eu só poderia supor que a explosão fora causada por algo feito por mãos magicamente inábeis. No momento não havia, tampouco, resquícios de magia no ar. Esses fatos deixavam claro que o sujeito sabia que o rastrearíamos pela magia, caso sobrevivêssemos.
- Sinto muito pelo seu amigo! – o vento balançava vorazmente o curto cabelo loiro dele. – Parece que todos foram reduzidos a pó. – mania que esses herois têm de anunciar o óbvio – O que você acha? Pode ter sido um dos vampiros que sobreviveu? – não era versado em magia, esse X-Hunter. – Você pode ter esquecido algum.
- Não! Não foi magia. – estava muito interessado em saber o que fora, mas não havia indícios. Tudo estava queimado. – Conte-me logo a que veio! Preciso seguir meu curso.
Estávamos frente a frente, eu mirava os intensos olhos azuis e pude sentir o fogo da juventude que emanava dele. Não parecia mesmo ser muito experiente, mas tinha o semblante de quem já carregava o futuro do mundo nas costas. De fato eu não estava interessado na política daquela ilha de hipócritas, mas Lê Roche Rouge era algo que a mim muito interessava.
- Bem, melhor mesmo que saiamos daqui o quanto antes. – parecia estar ansioso com algo, mas eu apenas prestei atenção na sua voz. – Ontem chegou aos ouvidos de nosso senhor Lê Mount, Têterouge de Île Rouge, informações seguras sobre um possível ataque à nossa fortaleza. – sua voz era firme, mas tinha certeza que as mãos estavam tremendo. – Informações desse tipo nos chegam todos os meses, mas essa continha detalhes de uma invasão perfeitamente planejada. Planejada de uma forma que, mesmo conhecendo o plano, não conseguiríamos evitar a tempo.
- Hum! Achei a força armada do Têterouge fosse a mais poderosa do mundo, o que o X-Hunters estão fazendo durante o horário de treinamento, cortando os restante das árvores maravilhosas dessa ilha? – os malditos pareciam achar que os espaço que já tinham desmatado não era suficiente para suprir suas ambições.
- Como ousa? Treinamos vigorosamente todos os dias, mas o fato que os invasores pretendem usar nosso próprio poder contra nós. – nossa! Isso estava começando a ficar realmente interessante. – Acreditamos que eles tenham encontrado um meio de controlar nossa arma mais poderosa. – era nessa maravilha que eu estava pensando agora. – a Rocha Vermelha.
Isso era uma lenda entre nós, caçadores. A misteriosa pedra que dizimava exércitos, quando seu poder era convocado. Os X-Hunters tinham essa pedra como seu maior orgulho, e usavam-na para derrubar qualquer um que tentasse desequilibrar a ordem em Lumière Rouge, capital e centro da dessa amaldiçoada ilha onde eu me encontrava.
- A rocha é fincada num arco feito da mais fina madeira, nos basta apenas uma flecha para matar cem homens. – cada vez mais eu me interessava por isso. – Porém já houve relatos de X-Hunters que usaram em uma espada, mas é poder demais para ser controlado dessa forma. – eu sabia que ele estava me dando esses detalhes para me deixar ainda mais envolvido, muito boa ideia a dele. Agora ele parecia ter se cansado de falar, olhou para mim de forma suplicante. – Lorde Lucas, precisamos de sua ajuda. – ele implorou. Uma mudança notável, eu diria. – Só você conseguiria dar um fim a toda essa loucura.
- Loucura? – aquilo me pareceu engraçado - Você ainda não me disse como os supostos invasores pretendem controlar sua Rocha Vermelha. E por que apenas eu? Há muitos caçadores realmente ótimos entre vocês, quero uma boa explicação para “essa” sua loucura! - queria mesmo saber onde aquela conversa me levaria.
- Nossos invasores serão integrantes do clã de Ishtar! – Ele falou de forma rápida e agressiva. Talvez pretendesse me impressionar – Todos com aquelas habilidades que apenas você conhece. Nós sabemos que é o único do clã que deserdou, por isso é a você que o Têterouge faz o apelo.
Gostaria de ter tido um momento mesmo que breve para raciocinar, mas logo tive que desviar de um tronco que fora jogado brutalmente em minha direção. A tora chocou-se com uma casa e desfez o muro de tijolo por completo. Virei-me na direção de onde veio o objeto e logo vi o que o atirou em minha direção: Um homem, ou ao menos parecia mais com um homem do que com qualquer outra coisa, de uns três metros. Ele carregava um porrete que parecia ser um outro pedaço de árvore, vestia couro da cabeça aos pés e era absolutamente sem nenhum pelo.
- Ora! Parece que meus irmãos já estão na ilha. – eu disse de forma displicente logo que notei que se tratava de um dos serviçais de meu detestável clã – E me mandaram um presente para minha distração, Lê Chauve! – o nome daquela horrível criação de meu irmão, Amadeus.
A coisa veio em minha direção, ele era tão grande para os lados quanto era para cima, então fazia o chão todo tremer. Vinha gritando de um modo muito desagradável, enquanto agitava o porrete. Enquanto ele se aproximava eu desembainhei minha bela Fouillis, a espada de lâmina azul que havia ganhado de minha mãe. Ele parou bruscamente ao ver o brilho azul, parece que esse não era tão idiota quanto os outros, ou simplesmente Amadeus o dissera para parar caso visse o brilho.
Agora estávamos nos encarando, ele parecia confuso quanto ao que fazer e eu apenas esperava sua ação. Não temia ser acertado pelo porrete, mas a saliva dos Chauves causavam uma paralisia que seria ruim até para mim. Ele começou a arrancar coisas do chão e atirar em mim. Postes, hidrantes, casas inteiras. Ele estava causando uma total desordem na área, e já havia muitos moradores nos observando assustados. Ironicamente resolvi parar a desordem dele usando minha Fouillis, lancei-me sobre ele usando meu pulo magistral, rodopiei desviando de um carro que ele jogara em mim, caí por trás dele e me virei. Ele girou rápido e já estava com a boca cheia de saliva, nessa hora eu pulei para frente lhe cortei a cabeça.
Depois de queimados os restos, eu me virei para Natan e olhei bem fundo em seus olhos. Dei um leve sorrisinho e falei de forma bastante desafiadora.
- Tinha razão, Sr. Orgueil, só eu posso ajudar vocês. – e agora vinha minha ganância que sempre falava mais alto do que o bem da humanidade – Mas o que eu vou ganhar com isso é algo que muito me interessa saber.

3 comentários:

  1. Brandir a Fouillis será um preço bem alto pelo que estou deduzindo!

    Adorei os dialogos e a ação ficou bem interessante.

    Quero saber mais sobre os X-Hunters! *-*

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  2. Mtu foda!!
    N vou conseguir dormir, eu quero ver a continuação >.<

    Sobre essa rocha tão preciosa, eu posso deduzir que seria a pedra filosofal?
    Afinal o povo de Ishtar consegue manipular ela.

    Continue por favor!! ^^

    ;**

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  3. A Nível De Curiosidade, Por que Esse É O Único Capítulo Do Signo Vermelho Que Possui Em Título? O_O

    Putz, Pobre Hector, Eu Até Gostava Dele ~~

    Nunca Vi Ninguém Derrotar Um Gigante Com Tanta Rapidez...

    Bjus Meu Amor, Eu Amo VC
    S2

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